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 | |  |  | | SIDA em Cabo Verde | |
| Cabo Verde um país livre da Sida. | |
| 16.05.2007 | |
 | | Entrevistado José Maria Neves - Primeiro-ministro, de Cabo Verde - África Primeiro-ministro Cabo Verde |
|  | Entrevista exclusiva com o
Confira a entrevista com o Primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, também presidente do Comité Nacional de Combate ao HIV/Sida.
PlusNews:A seroprevalência em Cabo Verde é baixa (0.8 por cento), comparada a outros países africanos. Qual é a estratégia do governo para assegurar-se de que esta taxa não aumente?
JMN: Nossa maior ambição é de fazer de Cabo Verde um país livre da Sida. No momento, nossa principal estratégia é de continuar a campanha intensiva de sensibilização. Nós temos um Comité Nacional de Combate à Sida que é presidido pelo chefe do governo (o Primeiro Ministro). Todos os ministérios, instituições públicas e o sector privado estão envolvidos nesta campanha para impedir a propagação da doença.
Estamos introduzindo antiretrovirais, principalmente para as gestantes, para impedir a transmissão vertical do vírus. Também estamos trabalhando no sentido de melhorar a qualidade de vida dos infectados e de garantir a protecção dos seropositivos; estamos também treinando pessoal em recursos humanos para tratar destas questões.
No momento esta estratégia está dando bons resultados porque teve um impacto positivo na maioria dos indicadores (relativos ao HIV/Sida) e também na manutenção da seroprevalência em um nível muito baixo. Nós planejamos continuar com esta estratégia. Mas eu acredito que em geral, os cabo-verdianos têm consciência do HIV e o trabalho de sensibilização que temos feito tem ajudado muito.
PlusNews: A baixa taxa de prevalência em Cabo Verde tornou difícil o acesso a fundos para combater a propagação da doença?
JMN: Em Cabo Verde, nós sempre tivemos dificuldades em acessar estes fundos, porque em geral, são recursos destinados a países que têm mais problemas que o nosso. Entretanto, nós conseguimos receber o apoio do Banco Mundial que já financiou um projeto de 10 milhões de dólares norte americanos e estamos na espera de um novo financiamento de mais ou menos a mesma quantia. Esperamos também receber um financiamento do Fundo Global para apoiar nossos esforços.
PlusNews: Embora a seroprevalência seja baixa em Cabo Verde, as pessoas seropositivas dizem sofrer de estigma. Em relação aos órfãos da Sida, o que está sendo feito para ajudá-los?
JMN: O estigma existe, mas eu acho que está diminuindo. Estamos trabalhando muito neste sentido através da mídia e das organizações não governamentais. Gostaríamos de reduzir o estigma social que ainda existe no país. Mas trata-se de uma pequena sociedade, onde é difícil evitar este tipo de estigma.
Assim que os órfãos da Sida são identificados, eles recebem apoio. Existe também uma grande solidariedade entre as famílias, o que faz com que as crianças acabem recebendo apoio de suas próprias famílias.
PlusNews:O turismo sexual existe? O que está sendo feito para evitá-lo?
JMN: Há certos indícios de que o turismo sexual exista. A meu ver, ele existe em baixa escala, mas estamos tomando medidas para erradicá-lo. Basicamente, estamos tomando medidas repressivas para assegurar-nos de que não existam formas explícitas de prostituição nas ruas, nos hotéis, este tipo de coisas. Além disso, todas as principais operadoras turísticas (locais e estrangeiras) estão sendo sensibilizadas.
Fonte: AidsPortugal.com | |
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