Os doentes com VIH parecem apresentar uma função cerebral semelhante a indivíduos com mais 15 a 20 anos e para os investigadores este facto pode estar associado quer à própria infecção ou à medicação usada para a combater.
O Dr. Beau Ances e colegas da Washington University of Medicine de St. Louis, EUA, recorreram à ressonância magnética funcional (RMf) e marcação dos spins arteriais para a análise a 26 seropositivos e 25 indivíduos seronegativos sendo os dois grupos comparáveis em termos de idade e habilitações literárias.
O estado serológico face ao VIH e a idade afectaram de forma independente os resultados da RMf apesar de não se ter notado nenhuma interacção. Os cérebros dos indivíduos infectados precisavam de trabalhar mais para cumprirem determinadas tarefas. Mesmo nos doentes mais jovens e infectados recentemente se verificou existir uma diminuição do fluxo sanguíneo cerebral.
“É natural haver uma redução do afluxo sanguíneo cerebral à medida que envelhecemos mas o VIH, os medicamentos que usamos para o combater ou a combinação destes dois factores parecem acelerar o processo independentemente da idade”, referiu Ances.
A equipa considera a hipótese de, no futuro, a RMf poder vir a ser usada como biomarcador não-invasivo para a infecção por VIH no cérebro.
O estudo completo, "HIV Infection and Aging Independently Affect Brain Function as Measured by Functional Magnetic Resonance Imaging," foi publicado no Journal of Infectious Diseases (2010;201:336-340).
United Press International (01.27.10)
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