| Agência de Notícias AIDS / 10.Apr.05 | |
| Revistas destacam vacina contra HPV; especialistas alerta para a vulnerabilidade dos soropositivos perante este vírus causador do câncer do colo do útero | |
Fonte: Agência de Notícias da Aids | |
As edições das revistas Veja e Istoé desta semana trazem como destaque o estudo publicada na Lancet Oncology a respeito de uma vacina contra o HPV (vírus papiloma humano), causador do câncer do colo do útero. Os resultados desta pesquisa são bastante animadores, já que sua taxa de eficácia chega a 90%. Para se ter uma idéia da importância da vacina, basta dizer que o HPV ocupa o primeiro lugar no ranking das doenças virais sexualmente transmissíveis.
Segundo a Veja, durante três anos, os pesquisadores acompanharam quase 1.200 mulheres, de 16 a 23 anos. Elas eram saudáveis, sexualmente ativas e tinham todas hábitos de vida semelhantes, inclusive os sexuais. As participantes da pesquisa foram divididas em quatro grupos. Três foram imunizados com diferentes doses da vacina e um recebeu placebo. Ao término dos estudos, o número de mulheres contaminadas pelo HPV foi nove vezes maior no grupo do placebo do que naquele que recebeu a menor dosagem da vacina. O próximo passo agora é testar a eficácia da imunização numa quantidade maior de voluntárias e continuar acompanhando as mulheres já vacinadas para determinar o prazo de validade da vacina – atualmente estimado em quatro anos.
Entretanto, de acordo com especialistas ouvidos pela Istoé, o diagnóstico precoce ainda é o meio mais eficaz de prevenir o câncer do colo do útero. O exame Papanicolaou, embora não identifique o vírus, serve para indicar o aparecimento de células alteradas quando há lesões no útero. Diagnosticadas a tempo, elas podem ser tratadas com sucesso. “Os exames ginecológicos ajudam na prevenção. Qualquer anormalidade, como verrugas, manchas escuras ou esbranquiçadas e coceira, não deve ser ignorada. Dependendo da extensão, pode ser feito um tratamento local com cauterização a laser, que destrói o local lesionado”, explica a ginecologista Nadir Oyakawa, chefe do setor de laser do Hospital Pérola Byington, de São Paulo. Para ela, a descoberta de uma vacina contra o HPV é uma grande esperança. “Embora exista um arsenal de técnicas terapêuticas eficazes, elas não atingem o principal, que é o combate ao vírus. Tratamos as consequências. A vacina vai atuar onde as terapias convencionais não chegam”, diz a médica.
Fonte: Veja e Istoé
Soropositivos são mais vulneráveis a doenças decorrentes do HPV, alerta especialista
O médico Julio J. M. de Carvalho coordenou no último ano em São Paulo o EXPO HPV. Segundo ele, a vulnerabilidade das pessoas co-infectadas pelo HPV e HIV está principalmente entre as mulheres e as crianças. “Uma portadora dos vírus HPV e HIV tem mais chance de ter um câncer de colo do útero. Já os filhos de mães com HIV estão mais propícios a contraírem o papiloma vírus humano”, comenta.
Para ele, ao tratar e prevenir as DST menos conhecidas, em especial o HPV, a infecção do vírus causador da Aids será diminuída. "O papiloma vírus humano traz mais complicações para as pessoas soropositivas”, finaliza.
Lucas Bonanno | |
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